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Notícias Ambientais

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sexta-feira, 15 de maio de 2009

Como foi a “vigília pela Amazônia”

amazonia A virgília pela Amazônia foi uma ação resultado da mobilização do movimento Amazônia para Sempre que contou com mais de 1,2 milhão de assinaturas contra o desmatamento!
O evento aconteceu no Congresso Nacional, na terça, dia 13, e durou mais de 8 horas. Contando com a participação de autoridades, representantes de organizações, atores e muitos eco-legais. Durante o evento foi apresentada uma lista com nove projetos de lei considerados fundamentais para garantir a preservação da Amazônia.

A atriz Christiane Torloni é uma das lideranças do movimento. Para ela, a vigília deve servir como um marco na preservação da floresta. “Este é um momento histórico, inesquecível para o Brasil. Hoje falta vontade política porque as leis estão aí.” (G1) Vontade política e um pouco de ação do povo!

1,2 milhão de assinaturas coletadas por meio da internet!

amazonia_para_sempre 
O movimento entregou aos presidentes do Senado, José Sarney (PMDB-AP), e da Câmara, Michel Temer (PMDB-SP), uma cópia impressa em papel reciclado das 1,2 milhão de assinaturas coletadas por meio da internet. “Estamos prestando um serviço à nação representando todos os que estão defendendo esta causa”, destacou o ator Victor Fasano.(G1)

E continuaremos arrecadando assinaturas para mostrar que os brasileiros estão sim preocupados com a situação da amazônia e não aceitam que a desmatem mais!

O presidente do Senado destacou a importância da preservação. “Esta é realmente uma causa nobre, extraordinariamente idealista e de grande necessidade para o nosso país. Tenhamos a consciência do que a Amazônia representa para nós e também para a humanidade”, disse Sarney.

Os nove projetos

Junto com o manifesto, o movimento entregou uma lista de nove projetos que considera prioritários e que aguardam votação no Congresso. Entre eles está:
-  a lei de resíduos sólidos;
-  a lei de acesso a recursos genéticos;
-  a Proposta de Emenda Constitucional do Cerrado;
- a reserva de recursos do Fundo de Participação dos Estados para investimentos em áreas de preservação, entre outras.

Porém enquanto lutamos a favor da amazônia, projetos de leis lutam CONTRA!

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O ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, afirmou que o momento para o meio ambiente é preocupante. “É um momento de apreensão para o meio ambiente e a Amazônia”. A afirmação do ministro se deve à velocidade na votação de projetos que seria contrários a causas ambientais. Ele destacou a aprovação de uma emenda na Câmara incluída dentro de uma medida provisória que flexibiliza as licenças ambientais para rodovias. O projeto ainda aguarda votação no Senado.  (G1)

Mas resumindo, vejam que absurdo, a medida provisória é para permitir que seja feito
mais fácil e rápido o licenciamento ambiental para pavimentação e duplicação de rodovias federais. E o Senador Eliseu Resende (DEM-MG) ainda teve a cara-de-pau de dizer “É uma medida provisoria que tenta conciliar o esforço de desenvolvimento econômico e social através de uma malha rodoviária eficiente com a necessidade de melhoria de qualidade do meio ambiente.”


A ex-ministra do Meio Ambiente e senadora Marina Silva (PT-AC) destaca a rapidez com que projetos que flexibilizam a legislação ambiental são aprovados. “Os projetos para flexibilizar andam muito rápido enquanto os projetos favoráveis demoram décadas, como o caso da lei de resíduos sólidos.” (G1)

A Câmara dos Deputados aprovou, na mesma noite da vigília, a medida provisória 458/09 que permite que a União transfira, sem licitação, terrenos de sua propriedade na Amazônia Legal, com até 1.500 hectares (15 km²), àqueles que detinham posses antes de 1º de dezembro de 2004. (G1)

E ainda pior! Uma das alterações permite que empresas participem de licitação para obterem a regularização de áreas por elas ocupadas, caso não possuam outro imóvel rural e explorem efetivamente a terra. Efetivamente apenas no papel, é claro.

Resumindo, essa MP autoriza o governo a passar, para que já ocupa a área, terras públicas de até 1.500 hectares, sendo que para ocupantes de até 100 hectares a terra será doada, de 101 a 400 hectares será vendida por um “preço simbólico” e acima será vendido a preço de mercado com 20 anos para pagar.Que gintis ^^

A Medida provisória é criticada por ambientalistas, o representante da Comissão Pastoral da Terra afirmou que a região será "rifada" na nova lei.

Fontes: G1, Chico Terra, Plenarinho, Globo.com
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quarta-feira, 18 de março de 2009

Economia ecológica exigirá Terceira Revolução Industrial, diz cientista

Últimas notícias:

Bernauer apresenta soluções em tecnologia ambiental na Ecogerma
Material este que é utilizado na geração e cogeração de energia renovável. zsob contrato de cooperação técnica com a alemã Beth Filtration GmbH, ...

Ecogerma debate realização de 'Copa verde' no Brasil em 2014
Participantes do Ecogerma fazem campanha, que propõe reciclagem dos estádios através de medidas de eficiência energética, para que Brasil sedie a primeira "Copa do Mundo verde"


Nova lei espanhola obriga a apagar luzes de fachadas às 23h
Nova regulamentação na Espanha ordena que iluminações externas públicas e privadas sejam apagadas até às 23h a fim de economizar energia elétrica e reduzir contaminação lumínica

Casa eficiente
Relatório mundial sobre construção sustentável revela que uma casa construída para ser econômica custa cerca de 4% a mais que uma normal e gera reduções de até 30% no gasto de energia.

Em destaque:

Economia ecológica exigirá Terceira Revolução Industrial, diz cientista
A única saída para atingir as metas ambientais é o início de uma terceira revolução industrial, que garanta a redução do consumo energético, diz ministro do Meio Ambiente da Alemanha.

Alemanha - Economia e ecologia são duas áreas que nunca estiveram tão próximas como nos dias atuais. Apesar da crise nos mercados financeiros, países de todo o mundo jamais observaram um crescimento econômico tão grande como nos últimos 20 anos, acompanhado por um aumento dramático da população mundial, que chegou a mais de 6 bilhões de pessoas.

As palavras do secretário executivo do Ministério do Meio Ambiente da Alemanha, Matthias Machnig, ditas durante o Congresso Ecogerma 2009, na semana passada, refletiram a urgência atribuída por cientistas, gestores públicos e empresários à busca de tecnologias e soluções sustentáveis para a redução dos efeitos das mudanças climáticas no mundo

O evento, que ocorreu em São Paulo, foi promovido pela Câmara de Comércio e Indústria Brasil-Alemanha. Segundo Machnig, os problemas do mundo contemporâneo convergem para o fato de que a maior parte da população vive em sociedades industrializadas, consumindo altas quantidades de energia de diferentes fontes e esgotando os recursos do solo usado para a produção de alimentos.

Ecologia econômica

"Tudo indica que, depois que a crise passar, o crescimento populacional e econômico mundial continuará. Isso nos faz concluir que a ecologia será a economia do século 21. As tecnologias verdes serão um dos maiores impulsionadores da recuperação econômica dos próximos anos", disse na conferência Greening the economy: inovação como chave para o desenvolvimento sustentável.

Nesse cenário, Machnig estima que os serviços ecológicos estarão cada vez mais próximos da economia. As emissões anuais de dióxido de carbono, segundo citou, chegaram ao patamar dos 28 bilhões de toneladas e estimativas indicam que, em 2050, serão pelo menos 60 bilhões de toneladas emitidas na atmosfera.

"Uma das metas necessárias para a estabilização climática é a redução de 50% das emissões globais até 2050, mesmo sabendo que até lá a população mundial será maior e, provavelmente, teremos mais indústrias. Por isso, também estamos convencido de que a única saída para atingir as metas ambientais é o início de uma terceira revolução industrial, que garanta a redução drástica do consumo energético nos próximos anos", disse.

Terceira Revolução Industrial

Para Machnig, essa terceira revolução industrial deveria ser subsidiada, em um primeiro momento, pelo investimento maciço em novas tecnologias para redução das emissões de gases poluentes, acompanhada pela aceleração dos esforços mundiais em pesquisa e desenvolvimento para a identificação de inovações na área.

"Dispositivos inteligentes em veículos e edificações, por exemplo, devem não apenas consumir menos energia em curto prazo como também promover a redução das emissões dos gases. As empresas precisam aumentar a competitividade sendo mais amigáveis com o meio ambiente", alertou.

"Mas essa terceira revolução industrial também só será viável se as empresas conseguirem garantir os empregos, sem deixar de transformar as soluções na área energética em novos problemas sociais. Sairão na frente as empresas que conseguirem ver oportunidades de negócio nessas mudanças de paradigmas ambientais, econômicos e de emprego", indicou.

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domingo, 8 de fevereiro de 2009

Suécia quer regressar ao nuclear contra o aquecimento global

chernobil O governo da Suécia vai apresentar uma proposta de lei que permita a construção de novos reactores nucleares nas centrais já existentes. Trinta anos depois, os suecos retomam a aposta na energia nuclear para combater o aquecimento global do planeta.

A Suécia quer reduzir as emissões de carbono em 40 por cento e abolir as energias fósseis até 2020. Em 2030, os suecos querem depender de energias renováveis em 50 por cento do consumo e esperam chegar a um ponto neutro quanto às emissões de carbono. Um novo imposto sobre o gás que mais contribui para o efeito de estufa será proposto a par da construção dos novos reactores.

A decisão referendada em 1980 de abandonar progressivamente as centrais nucleares sofrerá uma inversão total e o governo sueco já anunciou que a legislação a restringir a energia nuclear será abolida. A Suécia é um país que, actualmente, divide a energia nuclear com a energia hidroeléctrica como fontes energéticas principais (acima dos 45 por cento cada, sendo a restante percentagem obtida através dos combustíveis fósseis).

Esta viragem para o nuclear é uma posição que está também a ser tomada por vários outros países europeus. A Inglaterra já decidiu uma política de renovação dos reactores nucleares e a França vai construir o 61º gerador nuclear. Em 2011, a Finlândia espera pôr a funcionar o maior reactor nuclear do mundo e a Polónia quer ter a primeira central nuclear em 2020.
Fonte: Diário Portugal

Nosso comentário

A energia nuclear é muito questionada e o maior problema é que apesar de ser uma fonte renovável, ela gera um lixo. E não um lixo comum, um lixo tóxico difício de estocar e altamente poluente e radioativo. Além disso, segundo o GreenPeace, em seu artigo “Energia nuclear livre de emissões de CO2? Muito pelo contrário” as emissões nesse tipo de energia também existe, apesar de ser menor que de fonte não-renováveis como o carvão.

É complicado que os países europeus estejam investindo nesse tipo de energia, ainda mais depois do acidente nuclear de Chernobil. Por mais que a tecnologia avance, sempre estaremos sob o risco do erro humano, que infelizmente acontece.

chernobil
Cidade fantasma de Pripyat com a usina nuclear de Chernobil ao fundo.

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quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

Brasil e Alemanha vão lançar tecnologias e projetos inovadores na Ecogerma 2009

Ecogerma2009 Evento deve reunir 150 expositores dos dois países e apresentar mais de 100 projetos voltados para o futuro nas áreas de meio ambiente e sustentabilidade.

A pouco mais de um mês da realização da Ecogerma 2009, que acontecerá de 12 a 15 de março no Transamérica Expocenter, em São Paulo, 80% da área de exposição do evento já está reservada. Este será o primeiro evento a reunir congresso e feira de negócios de produtos e tecnologias sustentáveis realizados em conjunto pelo Brasil e pela Alemanha na América Latina. Ao todo, serão cerca de 150 expositores, entre empresas brasileiras e alemãs, instituições, centros de pesquisa e representantes dos governos dos dois países. O evento deve mobilizar, durante os quatro dias, cerca de 80 mil visitantes.

Uma plataforma para o fortalecimento da parceria político-econômica entre os dois países na área de desenvolvimento sustentável.

Cinco ministérios alemães – Economia, Educação e Pesquisa, Meio Ambiente, Cooperação Econômica e Agricultura – estarão presentes na feira e também participarão do congresso para a formação de parcerias e projetos de cooperação. No Brasil, o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) e a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) já confirmaram presença. O potencial do mercado sustentável brasileiro também atraiu pesos-pesados da iniciativa privada, como Allianz Seguros, Audi, Basf, Bosch, Henkel, Siemens, ThyssenKrupp e Volkswagen.

“O governo alemão deve apresentar cerca de 100 projetos sustentáveis em diversos setores e estimamos que um número equivalente de trabalhos também seja exibido pelos representantes brasileiros. Esperamos ainda cerca de 800 participantes no congresso”, prevê Thomas Timm, Vice-Presidente Executivo da Câmara Brasil-Alemanha, organizadora do evento ao lado da Embaixada da República Federal da Alemanha e do Consulado Geral da Alemanha em São Paulo.


O propósito da Exposição

O propósito da Ecogerma 2009 é gerar negócios e apresentar idéias, novos processos e soluções inovadoras em seis áreas de atuação: energia, tecnologias ambientais, infraestrutura, pesquisa e desenvolvimento, indústria e bens de consumo e agricultura sustentáveis. Energias renováveis, eficiência energética, planejamento urbano e transportes, construção verde, tratamento de resíduos, proteção ambiental serão alguns dos focos de atenção. Um espaço especialmente idealizado para exibições e fóruns de discussão, o Market Place of Innovation, será o palco para apresentações e trocas de idéias sobre soluções para o futuro.


Premiação


Durante o evento, a Câmara Brasil-Alemanha concederá o Prêmio Ecogerma 2009 a escolas e universidades que apresentarem o melhor trabalho sobre o tema “Como será o mundo em 2050?”.


Quem pode concorrer?

Poderão concorrer alunos do ensino fundamental, médio e universitário, que desenvolverão um dos seguintes temas: energia, agricultura, infraestrutura, tecnologias, bens de consumo ou indústria, englobando questões sociais ou ambientais. Alunos de 1ª a 4ª séries do ensino fundamental podem participar com desenho livre ou maquete; os de 5ª a 8ª séries devem enviar texto, desenho ou maquete. Estudantes do colegial e universidades podem encaminhar texto ou filme.


Sobre o evento

Ecogerma 2009 – Feira de Negócios e Congresso de Tecnologias Sustentáveis, de 12 a 15 de março de 2009, no Transamérica Expo Center - São Paulo, Avenida Dr. Mário Villas Boas Rodrigues, 387, Bairro Santo Amaro – São Paulo. Inscrições: Expositores: até 13/02 pelo telefone (11) 5187-5132 ou e-mail feiras@ahkbrasil.com | Visitantes: www.ecogerma.com.br em Inscrições – Visitantes, ou durante o evento na área de credenciamento | Participação no congresso: www.ecogerma.com.br em Congresso – Inscrições | Prêmio Ecogerma 2009: até 20/02 pelo site www.ecogerma.com.br em Inscrições - Prêmio. Mais informações pelo e-mail: premioecogerma@akbrasil.com

Fonte: Revista Fator

[ACOMPANHE ESSES E OUTROS EVENTOS EM NOSSO CALENDÁRIO]

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quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

Aquecedor Solar de PET para baixa renda

A Caixa Econômica Federal está usando em seus projetos residenciais para baixa renda aquecedores solares de garrafas PET. O modelo faz parte do conceito de sustentabilidade que o banco vem desenvolvendo no país.


Confecção

Para confecção do equipamento são utilizadas de 100 a 300 garrafas PET, dependendo do tamanho e capacidade do sistema. Embalagens longa vida também são usadas na montagem do equipamento. O novo sistema já funciona em Brasília, Santa Catarina, Minas Gerais e no Paraná. Segundo levantamento realizado pela Eletrobrás/Procel, o chuveiro elétrico corresponde a 24% do consumo de energia. A redução de consumo pode variar também conforme a eficiência do sistema e o custo da energia cobrado pela concessionária local.


Projeto em ação

No empreendimento de Florianópolis (SC), a economia chegou a 30%. De acordo com a superintendente nacional de Desenvolvimento Sustentável da Caixa, Márcia Kumer, um empreendimento de 500 unidades do PAR (Programa de Arrendamento Residencial), na Mangueira (RJ), terá o sistema convencional de energia solar para água do chuveiro. “Na média, a economia será de 30% na conta de luz. Este condomínio foi contemplado com o sistema. Estamos estudando ampliar o modelo nos outros empreendimentos do PAR, além do reaproveitamento da água da chuva”, adianta Márcia.


Aquecedor Solar de garrafas PETs. Crédito da imgem: TAKASHI HARA.

Fonte: Procel Info. 27/01/2009

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terça-feira, 27 de janeiro de 2009

Precisamos de um plano decenal para sair do abismo. Não para cair nele.

O Ministério de Minas e Energia resolveu, na última sexta-feira, prorrogar até 28.02.09 o prazo da consulta pública sobre o Plano Decenal de Energia 2008-2017. A prorrogação ocorreu após a solicitação que a ENERCONS e outros interessados efetivaram em artigos pela internet e por cartas. Essa atitude merece aplausos e mostra que as autoridades podem estar preocupadas ao planejar construir uma Itaipu inteira movida a combustíveis de fontes poluentes, caras e importadas.

É preciso agora que a sociedade brasileira apresente suas críticas e sugestões. Afinal, que raio de plano decenal será esse que incorpora como inevitáveis alguns erros de gestão na condução do setor energético, como por exemplo, na gestão da ANEEL, onde apenas doze analistas teriam sido alocados durante os últimos cinco anos para analisar 37.000 MW de projetos e inventários de hidroelétricas? Da forma como está, não temos um Plano, mas uma simples previsão, feita de forma mecânica, com base no que já vinha sendo feito, sobre onde vamos chegar se continuarmos no mesmo caminho, ou seja, no abismo da dependência de combustíveis fósseis. De onde o mundo inteiro quer sair.

Para mim, um plano deve ser sempre o melhor caminho a seguir. Se o caminho atual nos leva aonde não queríamos, temos que mudar o caminho e não simplesmente fazermos as contas sobre quanto tempo nos resta antes de cairmos no abismo. Quando qualquer mocinho ou bandido, no cinema, diz: "Tenho um plano", é obvio que ele tem um plano para se safar de uma situação apertada e não para ser capturado, morto, cair num precipício, numa fogueira, etc.

Um plano, que é elaborado a cada ano, como o PDEE, deveria trazer uma avaliação da gestão da política pública praticada no setor, fazendo uma análise do que ocorreu no que toca à eficácia, à aderência da versão anterior do plano anterior aos propósitos do governo, dentre os quais a expansão da hidroeletricidade é um dos princípios basilares, anunciado há décadas por vários governantes.

Num plano decenal, a EPE não pode simplesmente aceitar, como fato consumado, à expansão da energia das termoelétricas ocorrida nos últimos anos e dar de ombros, sem verificar a fundo o que está ocorrendo, como se essa expansão fosse um mero fruto do acaso e não de fatores bem  conhecidos como a formula do cálculo do ICB, a não consideração da complementaridade da geração eólica e hidroelétrica. Afinal, a expansão da geração por combustíveis fósseis, por razões óbvias, pode até ser do interesse legítimo de alguns dos principais agentes do mercado. Mas certamente, não é do interesse público.

Vapor de Usina Térmica

*Artigo de Ivo Pugnaloni, complementando post anterior.
Para ler esse artigo na íntegra clique aqui.

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segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

Uma Itaipu de poluição, energia cara e aquecimento global

http://www.enercons.com.br/_imagens/empresa/em-destaque.gifO Plano Decenal de Energia, colocado em consulta publica um dia antes da véspera do Natal, determina que sejam construídas novas 81 usinas térmicas com capacidade total de 13.600 MW até 2017. Se forem mesmo construídas elas representarão quase uma usina de Itaipu inteira, alimentada com derivados de petróleo e outras fontes fósseis, triplicando as emissões de CO2 do setor elétrico brasileiro.

Tentando justificar essa “Itaipu de Poluição”, os responsáveis põem a culpa no setor ambiental e no ministério público, que entravariam novas hidroelétricas. As usinas serão construídas junto às cargas, ou seja dentro de muitas das principais cidades brasileiras.

Especialistas independentes tem outra opinião.Eles dizem que os parâmetros arbitrados nas fórmulas usadas nos editais de leilão de compra de energia favoreceriam às termoelétricas em detrimento das usinas hidroelétricas, eólicas e movidas a biomassa.

Apontam também a ineficiência da ANEEL em fiscalizar o retardo intencional e a não-construção de empreendimentos hidráulicos já autorizados que estariam sendo vendidos num autentico “mercado negro” de autorizações de geração. Culpam também o fato da ANEEL ter um pequeno número de técnicos ( apenas doze ) para analisar mais de 37.000 MW de novos inventários e projetos de geração hidroelétrica que foram entregues à agência nos últimos cinco anos. Os especialistas também se indagam se o presidente Lula não gostaria de conhecer uma versão diferente dessas idéias “oficiais” e muito estranhas de comprarmos 81 novas termoelétricas. E também se não seria útil ao presidente dispor de outras alternativas, para quando tiver que tentar convencer, por exemplo, ao presidente Barack Obama, que aqui no Brasil, ao contrario do que ocorre no mundo inteiro, as “eólicas não funcionam” e que nos próximos anos estaremos muito ocupados, construindo uma nova estatal, a IPP ou “Itaipu de Petróleo e Poluição”. E dizem que já pediram uma audiência ao Presidente Lula, para o caso dele estar interessado em conversar sobre o assunto.Quem terá a razão?

http://www.enercons.com.br/_imagens/empresa/em-destaque.gif
Leia o artigo de Ivo Pugnaloni na íntegra

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sábado, 24 de janeiro de 2009

Mudança climática duplicou a morte das florestas

A taxa de mortalidade de uma das mais estáveis e resistentes florestas do oeste da América do Norte duplicou durante as últimas décadas com o aquecimento global, segundo pesquisa publicada.


O aumento da mortalidade sugere paisagens, no futuro, mais finas, menos densas e muito mais suscetível a diebacks (uma condição em plantas em que suas partes periféricas são mortas - como por parasitas) generalizada.

Os novos dados obtidos a partir de uma equipe de 11 cientistas fornecem mais provas de que a mudança climática está tendo um impacto significativo e amplo, independente de outras atividades humanas, como a exploração madeireira e o desenvolvimento.

E enquanto o estudo concentrou-se no Oeste da América do Norte, os cientistas dizem que se a temperatura global subir é provável que afetam todas as florestas do mundo - desde o Norte ao Leste e para os trópicos - até certo ponto.

Na América do Norte, os cientistas dizem que a tendência é clara: as florestas do ostes estão a tornar-se mais suscetíveis a fogo, doenças e invasores, como o besouro que como casca. O tamanho médio das árvores está encolhendo e animais dependem das grandes árvores.

E com a temperatura e a mortalidade subindo, estas florestas irão armazenar menos carbono - quando poderiam potencialmente ser um tampa de sumidouros de carbono para as fontes de carbono -, acelerando ainda mais o aquecimento global.

"A mensagem importante aqui é o que sempre parecia, as taxas de mortalidade estão subindo", disse Nathan Stephenson, um cientista do E.U. Geological Survey's Western Ecological Research Center, na Califórnia, e um co-autor do estudo, publicado na journalScience.

"É muito provável que a taxa de mortalidade vai continuará a subir."

A pesquisa acompanhou a mortalidade de árvores e a taxas de crescimento desde 1955 até o presente em 76 parcelas de velho-crescimento das florestas em todo o Ocidente.

A morte de árvores aumentou em cada parcela e em cada região, a cada elevação, em árvores de todos os tamanhos e em cada tipo, os cientistas disseram. E a mudança está ocorrendo rápido, com estimativa de duplicação em períodos variando de 17 anos, no Pacífico Noroeste a 29 anos nas Montanhas Rochosas. A taxa de natalidade de novas árvores permaneceu inalterada.

A temperatura, por si só, conduziu este declínio, os pesquisadores apontaram. Desde a década de 1970 a 2006 as temperaturas aumentaram de 0,3ºC a 0,4ºC, por década, em toda a região, secando o acúmulo de neve, desencadeando um precoce e prolongando derretimento no verão.
(...)
As conclusões, os pesquisadores disseram, têm amplas implicações para os administradores de terras e os decisores políticos. Para começar, Franklin disse, salientando a necessidade de preservar o restantes do velho crescimento das florestas em todo o Ocidente.

Leia o artigo na íntegra aqui. (Em inglês)

Fonte: www.dailyclimate.org/
Traduzido por: Gato-do-mato.

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quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

O troco da natureza, 3 torres no chão

Texto de JOSE PEDRO NAISSER.(editado)
ECOLOGISTA.

Para quem dúvida que a Natureza agora começa sua vingança contra o Ser Humano por tudo o que tem recebido com a degradação e devastação de suas florestas e com isso a perda da cobertura vegetal e sua biodiversidade, podem ver pela lei da "Causa e Efeito" a verdade.

As ações da Corrente de Ventos que chegaram a 200km por hora na Região Sudoeste do Paraná, uma das mais afetadas pelo desmatamento e sua cobertura vegetal que hoje não chega a 3% é um exemplo disso.

A única forma de segurar as rajadas dos ventos que se formam nesses locais até a Usina de Itaipu seria o plantio de árvores, porém todo o longo trajeto é utilizado para o plantio de soja onde as torres da Furnas Centrais Elétricas ficam no meio da vegetação sem nenhuma proteção. Podemos ver nas imagens dos jornais e televisões no dia 10/01/09 quando 3 enormes torres de 40 metros de altura foram tombadas com a força dos ventos, exigindo na reposição o trabalho de 150 homens e um prejuizo de R$ 1 milhão de reais.

Como nossos governantes nao estão preocupados com o Aquecimento Global nem com as Mudanças Climáticas (pelo menos é o que parece com o Plano Decenal), a Natureza agora comeca sua vingança.

Muitas outras torres tombarão , até que se faça o replantio de árvores nos locais onde funcionam as correntes dos ventos.

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É importante divulgar textos como esse.
Parece que somos insignificantes perante o governo e as grandes empresas, mas não fechem seus olhos para o que está acontecendo. É importante estar informado para poder optar quando chegar a hora.

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sexta-feira, 21 de novembro de 2008

Lula assina destruição de 7.300 grutas e cavernas

Lula assinou no dia 11 de Novembro um decreto que autoriza a destruição de 7.300 grutas  cavernas brasileiras que estavam protegidas até então por lei. Em um tempo recorde o decreto foi aceito em menos de um mês, passando por cima de todas as manifestações que foram contra. O decreto agrada apenas as grandes mineradoras e usinas hidrelétricas, que tinham as grutas como um empecilho aos seus empreendimentos. Me pergunto até quando "os grandes" comandarão o rumo do mundo e continuaram destruindo a natureza apenas em busca do lucro?

Grutas e cavernas sempre foram admiradas por exploradores e turistas. Sua beleza natural impressiona e seus interiores escondem ainda muitos segredos. Até esse dia 11 elas eram protegidas por leis ambientais e não podiam ser destruídas - o que atrapalhava os interesses de algumas empresas. Isso até o Presidente Lula assinar o decreto que autoriza a destruição seguindo o seguinte critério:

Cavernas naturais passam a ser classificadas por quatro critérios de relevância: máximo, alto, médio e baixo. Apenas as formações de “máxima relevância” deverão ser preservadas. As demais poderão ser eliminadas desde que haja autorização por parte de órgãos ambientais.

Pelos novos critérios, grutas com “alta relevância” poderão ser destruídas desde que o empreendedor se comprometa a preservar duas similares. Para impactar formações com “média relevância”, o empreendedor deverá adotar medidas e financiar ações que contribuam para a conservação e o uso adequado do “patrimônio espeleológico brasileiro”. Já cavernas com “baixo grau de relevância” poderão ser impactadas sem contrapartidas.


É lamentável. Isso equivale a cerca de 70% das cavernas e grutas brasileiras!

O Presidente Lula conseguiu com isso apenas a empatia de muitas pessoas e demonstrou que realmente não conhece nada de meio ambiente e preservação. Pois, apenas pela pressão de grandes empresas mineradoras e de hidrelétricas foi capaz de assinar tal decreto. É claro que energia e minério é necessário no mundo em que vivemos hoje, mas deve-se levar em conta também o impacto para se obter tais itens. O crescimento sustentável é possível, apenas precisamos de ética e responsabilidade dessas grandes empresas.

As palavras de José Pedro Naisser, ecologista, descrevem bem nossa indignação:

"Tão trágica quanto bizarra  a  decisão do Presidente Lula que não entende nada de Meio Ambiente, Turismo e Cultura  Espeleológica,  a não ser sua linguagem de  bobagens ditas de improviso pelo mundo afora. Com um decreto, como sempre antes de viajar, autorizou a destruicao de 7.300  Cavernas e Grutas em todo Pais, cujas medida irão favorecer as Mineradoras que já se preparam para a utilização desses espaços Arqueológicos  que a Natureza levou milhões de anos para sua construção. Esse homem leva dois dias para liberar a sua destruicao. Essa Sr.Presidente,  deveria ir para o Guiness, pior que os crimes contra a Humanidade, serão os crimes contra a  Natureza, Biodiversidade e a Vida."


A rapidez em que foi aprovado também foi incrível!

Diferente do Brasil normal que conhecemos esse decreto foi aprovado em menos de um mês desde sua abertura. Para se ter uma idéia em 15 dias, mais de 2.500 pessoas colocaram o nome em um abaixo-assinado e 164 entidades aderiram a um manifesto feito pela SBE para tentar barrar o projeto. Outras entidades também tentaram lutar contra o decreto. Tudo em vão, "o governo não está ligando para o que pensa a sociedade”, afirmou  o secretário-executivo da SBE (Sociedade Brasileira de Espeleologia), Marcelo Rasteiro. Para ele, a nova lei é “absurda, horrível, lamentável”.


Ajude para que isso não continue a acontecer

Divulgue textos como esse aos seus amigos e parentes, discuta o assunto e acima de tudo não aceite que o governo e as grandes empresas passem por cima de tudo e de todos. Lembrem-se que apesar de todo o poder e influência que "eles" têm, nossos somos maior número!

Escolha muito bem seus representantes e acompanhe tudo o que eles fazem!

E se souber algo que possa ajudar a acabar com isso comente ou envie seu artigo para nós que publicaremos em nosso blog com o maior prazer.


Foto de Fabiano Lucas. Grutas e Cavernas no interior de Bonito, Brazil

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terça-feira, 18 de novembro de 2008

Deputados que decidirão o futuro das nossas florestas

Pessoal, o Greepeace divulgou a lista de deputados que votarão para a aprovação (ou não) do novo Projeto de Lei 6424/05 (apelidado de “Floresta Zero”). Ele está na pauta para ser votado na Comissão do Meio Ambiente da Câmara dos Deputados.

Para quem não sabe este PL quer modificar o atual Código Florestal para pior, reduzindo de 80% para 50% a Reserva Legal da Amazônia.

Resumindo,  a Reserva Legal é a "área com vegetação original que deve ser conservada e usada apenas para atividades de manejo florestal das propriedades privadas na Amazônia." Lembre-se que a destruição das florestas é a principal contribuição do Brasil para o aquecimento global.

Nossos governantes deveriam se preocupar em zerar o desmatamento através de incentivos econômicos e mais governança na região, como sugeriu Márcio Astrini do Greenpeace, ao invés de incentivar um desmatamento ainda maior.

Precisamos nos unir e enviar o maior número de e-mails, ou quem puder entrar em contato também, para que esses vereadores sejam sensatos e votem contra esse PL. Avisem seus amigos para que peçam aos vereadores que votem contra o Projeto 6424 por um mundo melhor para nossos filhos e netos.

Veja a lista de vereados nesse link.
E acompanhe no site www.meiaamazonianao.org.br o voto de cada deputado.

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terça-feira, 4 de novembro de 2008

O Homem é o maior responsável pelo derretimento dos polos

Foi confirmado pela revista científica Nature Geoscience: O Homem é o maior responsável pelo derretimento das camadas polares. Isso pode parecer óbvio, mas até então a ação do homem não era cientificamente comprovada. Apenas se sabia que a temperatura do planeta estava aumentando, mas por dificuldades de estudos não podia ser associado isso ao homem e com isso muitos ainda usavam isso como desculpa para continuar a destruir.

"Os cientistas mediram a variação das temperaturas dos regiões polares do planeta e compararam com dois modelos de situação climática. O primeiro afirmava a influência humana na mudança e, o segundo, considerava que não havia. O que melhor se encaixou com a realidade foi o modelo com a ação do homem, que incluía a queima de combustíveis fósseis e o detrimento da camada de ozônio." (Super)

Os estudos não haviam comprovado ainda a ação do homem por uma dificuldade de interpretação dos dados da Antártica. Esse foi o motivo que o IPCC (quem fez os primeiros estudos sobre o assunto) alegou explicando não chegar a uma conclusão sobre o assunto. Mas com os últimos dados do final do verão desse ano foi possível ver, através do aumento do derretimento do gelo, que o homem realmente é culpado na história.

Veja uma imagem desse aumento de desgelo - como exemplo o que ocorreu no mesmo período em 2007.




Na figura o roxo simboliza o valor mínimo de gelo no ártico. Esse é o nível mais críticos que em todos os anos, no final do verão, chega a região. Mas pode-se ver claramente como esse nível crítico aumento absurdamente em 2007 - imagine agora em 2008. "O NYTimes fez uma reportagem  clara sobre o fato, e acompanhou-a com uma animação  em flash que mostra esse derretimento nos últimos 4 anos. A animação, assim como a foto acima, é também impressionante." (Dica de Lucia Malla).

Vale a pena encerrar esse post com a imagem que me incentivou a criar um blog ambiental: O canibalismo entre os ursos polares. Ação que não é comum e é um reflexo das mudanças que todas essas alterações climáticas causam e ainda causaram em nosso planeta.




Link para artigo da Nature Geoscience: http://www.nature.com/ngeo/journal/v1/n11/full/ngeo338.html#B8

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segunda-feira, 27 de outubro de 2008

Mundo precisa abandonar obsessão por crescimento

"Em plena crise global, com governos e mercados preocupados com uma possível recessão mundial, a revista especializada britânica New Scientist foi às bancas nesta semana com uma capa na qual defende que a busca por crescimento econômico está matando o planeta e precisa ser revista." E propõem uma série de soluções. Mas será isso possível nesse mundo capitalista em que vivemos?


A posição da revista New Scientist

“A Ciência nos diz que se for para levarmos a sério as tentativas de salvar o planeta, temos que remodelar nossa economia”, afirma a revista.
E mais! Segundo a revista:

- Todos os esforços para desenvolver combustíveis limpos, reduzir as emissões de carbono e buscar fontes de energia renováveis podem ser inúteis enquanto nosso sistema econômico continuar em busca de crescimento.

- Enquanto a economia busca um crescimento infinito, os recursos naturais da Terra são limitados.Movimento ambiental nunca conseguirá vencer dentro do atual sistema capitalista.
A única solução é reformarmos o capitalismo atual.

- “Durante os anos 1980, para cada US$ 100 adicionados na economia global, cerca de US$ 2,20 eram repassados para aqueles que estavam abaixo da linha de pobreza. Durante a década de 1990, esse valor passou para US$ 0,60. Essa desigualdade significa que para que os pobres se tornem um pouco menos pobres, os ricos tem que ficar muito mais ricos”

- Afirma ser impossível que um dia toda a humanidade tenha o padrão de vida dos países desenvolvidos.

- Para que o mundo possa ter uma economia ecologicamente sustentável, segundo Simms, é preciso acabar com o preconceito de alguns em relação aoo conceito de “redistribuição”, que, para ele, é o único modo viável de acabar com a pobreza.


Cuidado com a interpretação

Abandonar o crescimento econômico é uma coisa, abandonar o avanço tecnológico é outra. Está claro que não podemos parar o avanço tecnológico e que esse está ligado ao crescimento econômico. E com toda a certeza se a economia e a tecnologia parassem os impactos acabariam juntos. Mas isso não é possível no sistema em que vivemos - se tornaria um caos - e mudar o sistema é quase impossível.

O homem - você deve saber melhor que ninguém - tem o "espírito capitalista" dentro de si por natureza. Seria necessário não só uma revolução, mas também um avanço "mental" muito grande. Mudar a cabeça de tanta gente é difícil e o dinheiro fascina. E a quem ele não fascinar, ele converte!

É obvio que a New Scientist está correta nas suas informações e isso arrumaria o mundo. Porém é complicado de isso se tornar realidade.


Quanto a redistribuição o AMBIENTE ECOLÓGICO particulamente aprova o comércio do crédito de carbono, afinal é uma idéia interessante fazer com que os países desenvolvidos que querem só lucro e lucro sejam "obrigados" a comprar crédito de carbono de países subdesenvolvidos para cobrir seus impactos ambientais.


O que VOCÊ pode fazer para ajudar a mudar?

Comece pensando quem é você e o impacto que causa diariamente ao meio ambiente. Reflita o que você poderia fazer para mudar e instigue outras pessoas a fazer o mesmo!
É importante também não só fazer pequenas coisas mas participar desse mundo capitalismo como um ativista. Estudar para adquirir conhecimento não para ganhar dinheiro no futuro.

O Ambiente Ecológico acredita que qualquer profissão que você escolher você pode ajuda o mundo - salve suas excessões. O que queremos dizer é que você não precisa ser um engenheiro ambiental para lutar por um mundo melhor. Você pode ser um advogado ambiental, um jornalista que publique o que realmente acontece no mundo, um político com (realmente) boas causas, etc.

E o mais importante. O mundo está como está e não vai parar de crescer. Mas não é por isso que você deve aceitar a situação. Lute o máximo que puder contra o sistema. E se quiser progredir, faça-o causando o menor impacto ambiental possível e sempre procure ações mitigadoras.

Leia ainda mais:
BBC Brasil

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domingo, 26 de outubro de 2008

Uma tecnologia simples e barata para desinfectar água.

A Aluna Júlia Soares Parreiras ganhou o Prêmio Jovem Cientista apresentando uma técnica para desinfectar água poluída para o uso doméstico. Para isso, ela utiliza garrafas PET pintadas de preto de um lado, caixas de papelão e papel alumínio.

É importante esse incentivo aos jovens para desenvolver idéias boas como essa. A aluna ajuda comunidades carentes que vivem às margens do Rio das Velhas, nas proximidades de Belo Horizonte a desinfectarem água poluída para uso doméstico.

Segundo ela, uma cartilha foi produzida para orientar as famílias sobre como utilizar o método. Júlia espera que, com o destaque proporcionado pelo prêmio, ela consiga produzir mais cartilhas para levar às comunidades carentes. “Várias pessoas não têm consciência da importância de cuidar da água para sua saúde”, explica.

O Processo.

A água poluída passa a ser de boa qualidade depois de exposta ao sol por quatro horas, dentro de garrafas que são colocadas, na posição horizontal, em de caixas de papelão com alumínio. Com isso, bactérias como a Escherichia coli, vírus e protozoários são eliminados, evitando doenças como diarréia e esquistossomose - e até a dengue!.

Fonte: http://noticias.ambientebrasil.com.br/noticia/?id=41500
E-mail de: Sellen Kalab

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quarta-feira, 25 de junho de 2008

Cerca de 3,1 mil cabeças de gado apreendidas!

Parece que o ministro do meio ambiente acordou! Cerca de 3,1 mil foram apreendidas na região paraense chamada de Terra do Meio, entre os rios Xingu e Iriri. E o ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, disse nesta segunda-feira (23) que ainda neste mês vão a leilão 12,6 mil cabeças de gado apreendidas no Pará e em Rondônia!

Gado Ilegal!

O gado era criado em unidade de conservação ambiental. "É uma ação exemplar, para efeito de demonstração", afirmou o ministro. "A impunidade não pode ser premiada."

É incrível que mesmo a população de bovinos e aves estando já acima da população mundial, ainda gere uma necessidade de criadores, como esse, utilizarem de terras protegidas para a criação. Sim, a população da comida é maior que a de pessoas! Por isso levanto a questão novamente: quanta carne você come?

Já está comprovado que não necessitamos mais tanto de carne no dia-à-dia. O seu consumo excessivo é um reflexo do passado, uma cultura que deve ser perdida.

Recomendo que assistam "A Carne é Fraca" e reflitam sobre tudo o que passar no vídeo.

"Alguma vez você já pensou sobre a trajetória de um bife antes de chegar ao seu prato? Nós pesquisamos isso para você e contamos, neste documentário, aquilo que não é divulgado."













O pós-apreensão

Minc relatou que as apreensões já provocam reações entre os pecuaristas que atuam de forma irregular. Segundo o ministro, proprietários de frigoríficos se comprometeram a comprar o gado, caso haja boicote ao leilão.

Esses empresários devem firmar com o Ministério um compromisso de não comprar carne de fornecedores que produzam irregularmente na Amazônia, em áreas desmatadas ou de proteção ambiental.

A partir dessa semana, grandes madeireiras e frigoríficos passam a ser notificados para que apresentem ao Ministério do Meio Ambiente, em até 60 dias, uma lista de fornecedores. As empresas que receberem mercadorias de origem ilegal, extraída com devastação da Amazônia, serão co-responsáveis pelos crimes ambientais de seus fornecedores.

O Ibama continuará de olho, procurando por criadores ilegais. Parabéns ministro Carlos Minc!

via [globo.com]

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quarta-feira, 23 de abril de 2008

Tomate, morango e alface são produtos com mais resíduos de agrotóxico

Saiu na gazeta de 23/04/2008 | 14:24 | G1/Globo.com

Ministério da Saúde encontra até substância proibida na produção de alimentos. Uso de agrotóxico vetado desde 2006 será investigado pela Polícia Federal

Levantamento do Ministério da Saúde mostra que mais de 40% das amostras de tomate, morango e alface analisadas em 2007 pelo Programa de Análise de Resíduos de Agrotóxicos em Alimentos continham índices de contaminação por agrotóxicos acima do permitido pela lei.


O caso mais grave foi o do tomate. Técnicos do ministério encontraram em amostras do produto monocrotofós, substância que teve o uso proibido no Brasil em novembro de 2006, em razão de sua alta toxicidade. De acordo com o levantamento, 44,72% das amostras continham excesso de agrotóxicos.

Na produção de tomate de mesa também foi detectada a presença de metamidofós, agrotóxico autorizado apenas para a cultura de tomate industrial (plantio rasteiro). A substância também foi encontrada em morangos e alface, produtos para os quais seu uso é vetado.

Os dados são do Programa de Análise de Resíduos de Agrotóxicos em Alimentos (Para), coordenado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), em parceria com as Secretarias Estaduais de Saúde. No balanço geral, dos nove produtos avaliados (alface, batata, morango, tomate, maça, banana, mamão, cenoura e laranja), o índice de amostras insatisfatórias ficou em 17,28%.


As amostras de morango analisadas ficaram em segundo lugar no ranking de contaminação: 43,62% das amostras tinham resíduos de agrotóxicos além do permitido. O alface vem logo a seguir, com 40% das amostras reprovadas.

Outros produtos, porém, tiveram redução na quantidade de resíduos

A batata, que em 2002, teve 22,2% das amostras com excesso de agrotóxicos, neste ano apresentou apenas 1,36% de casos fora dos limites. A maçã, que chegou a ter índice de 5,33%, teve incidência de 2,9% de casos no ano passado.


Sobre O Programa de Análise de Resíduos de Agrotóxicos em Alimentos

O Programa de Análise de Resíduos de Agrotóxicos em Alimentos foi criado em 2001 para monitorar a segurança alimentar do consumidor e a saúde do trabalhador rural. O Programa é realizado em 16 estados e deve chegar a todo o país até 2009, segundo o Ministério da Saúde. As amostras de produtos são selecionadas em pontos de venda pelas vigilâncias sanitárias dos estados e municípios.

A ação já foi tomada!

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) vai encaminhar todos os resultados ao Ministério da Agricultura (Mapa), responsável pela fiscalização das lavouras, para adoção de medidas. O Ministério da Agricultura deve reforçar orientação sobre o plantio a produtores.

Polícia Federal

O uso de substância proibida, como o monocrotofós, encontrada no levantamento, foi denunciado à Polícia Federal e ao Ministério da Agricultura, para que seja investigada a venda do produto.
A partir deste ano, outras oito culturas passarão a ser analisada: abacaxi, arroz, cebola, feijão, manga, pimentão, repolho e uva. Atualmente são analisadas as culturas de alface, batata, morango, tomate, maçã, banana, mamão, cenoura, laranja.

Abuse do Orgânicos!

Para evitar qualquer risco o melhor mesmo é comprar apenas produtos orgânicos. O problema é que eles continuam ainda muito caros. Mas vale a pena gastar um pouco mais pela saúde.

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domingo, 28 de outubro de 2007

"Marcha dos Pingüins" inspira musical ecológico

(da BBC Brasil)

"O filme 'A Marcha dos Pingüins', ganhador do Oscar de melhor documentário em 2006, serviu de inspiração para um espetáculo musical no México. Veja vídeo." Nele você confere uma apresentação do que é o msuical e qual a intenção da produtora, além da vontade de difundir pelo mundo. Ele é bem curto, vale a pena dar uma olhadinha. ;)

"Segundo a produtora, Michelle Griffin, a peça mistura temas abordados no filme com elementos da realidade urbana atual para "transmitir uma mensagem ecológica".

'O musical alerta que precisamos cuidar melhor uns dos outros, e do nosso planeta', diz Griffin.

A produtora afirma que tem planos de adaptar o espetáculo para o inglês."

Ainda não tive a oportunidade de assitir ao vídeo, mas já está na minha lista de downloads.

(Fonte: FolhaOnline)

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