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Notícias Ambientais

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quinta-feira, 16 de abril de 2009

Dia Nacional da Conservação do Solo. Cuide de seu lixo!

residuos Hoje foi o Dia Nacional da Conservação do Solo. Sim, eu deveria ter publicado esse post no início do dia. Mas por falta de tempo e por ter me dado conta que hoje era esse dia especial tão tarde, publico só agora. Antes tarde do que nunca! :)

Não irei tratar da agricultura, extração, desmatamento ou reflorestamento. Assuntos já bem explicados pela minha nova amiga Daiana Santana. Falarei sobre um outro problema que degrada o solo: o lixo.

Curiosamente ouvi ontem um podcast muito bom sobre o assunto. Juscelino Dourado, em seu blog, fala sobre o assunto para a rádio USP FM. O link você encontra no canto direito desse blog :)

Contaminação dos Solos

“Conforme estabelece o Decreto n.º 28.687/82, art. 72, poluição do solo e do subsolo consiste na deposição, disposição, descarga, infiltração, acumulação, injeção ou enterramento no solo ou no subsolo de substâncias ou produtos poluentes, em estado sólido, líquido ou gasoso. O solo é um recurso natural básico, constituindo um componente fundamental dos ecossistemas e dos ciclos naturais, um reservatório de água, um suporte essencial do sistema agrícola e um espaço para as atividades humanas e para os resíduos produzidos.” (ambientebrasil)

O lixo que você produz é seu. Cuide para que seu destino seja o correto!

Ao comprar um produto, qualquer que seja, que gere um tipo qualquer de lixo (plástico, papel, vidro, etc.), as pessoas se iludem com o “descartável” pensando que apenas compraram o que vem dentro da embalagem. A embalagem é só jogar no lixo.

O problema está exatamente aí. Existem dois tipos de pessoas (salvo excessões), aquelas que levam lixo para rua e aquelas que deixam a tarefa para outra pessoa.

A pessoa que deixa a tarefa é mais inocente que a outra. Compra o produto, come ou uso ele e depois joga a embalagem no lixo. E pronto! Fez sua parte jogando no lixo. É como se a lata de lixo fosse um buraco negro que você joga o lixo e uma hora ele some (retirado por outra pessoa) e ela não está nem aí.

A pessoa que leva o lixo para rua é ainda pior. É aquela pessoa que de certa forma está mais responsável pelo lixo e que mesmo assim se ilude, não diferente da anterior. Como assim? Simples.  O lixo é apenas aquele saco que fede quando tá muito tempo dentro de casa ou que encomoda quando está muito cheio. A solução é levar ele para rua para ser recolhido pelos caminhões de lixo. Assim o lixo é levado e magicamente no outro dia não está mais lá. Problema resolvido. Será? Essa é a maior ilusão de todas. Por uma cultura porca e suja repassada de geração em geração, não existe uma real preocupação de “pra onde vai o lixo” nas pessoas, em geral. Será que esse lixo vai para um lugar adequado? Será que esse lugar é impermeável, se possui tratamento, se não tem pessoas e animais “vivendo” próximas?? Essas são perguntas que as pessoas não fazem e que deveria fazer. Isso que nem estou falando de separar o lixo!


Onde está o problema?

farraSacoPlas_lixao A maioria das cidades, principalmente as menores e do interior, não possuem um local adequado, nem um tratamento para o lixo doméstico.

A maioria ainda mantém os chamados “lixões” que nada mais são é do que montanhas de lixo, onde “VIVEM” pessoas e animais sujeitas a várias doenças. Onde também, geralmente, não possuem um isolamento do solo para que o chorume (aquele líquido do lixo) não infiltre no solo poluindo o mesmo e os lençois freáticos. E ainda tem o metano que é emitido na decomposição desse lixo e aumenta o aquecimento global.

Em outras cidades existem os aterros sanitários. Que eu prefiro chamar de “jogar a sujeira para debaixo do tapete”. É hoje a solução mais “viável” para o lixo urbano. Porém não deixam de ter pessoas e animais, dificilmente possuem o isolamento do solo e ainda geram um outro problema: como são enterradas camadas de lixo e o metano continua sendo produzido se formam “bolsas” de metano dentro do solo que podem causar explosões.

Faça sua parte com pequenas mudanças no seu dia-a-dia

Reciclagem
1. Diminua a quantidade.
Procure comprar produtos que gerem menos lixo ou que simplesmente não gerem nenhum lixo. Opte por ao invés de comprar 1kg de açucar, comprar 5kgs por exemplo. Ou a ir até aquelas lojas que vendem a granel e levar seu próprio pote de vidro. Outra solução também é deixar algumas embalagens, sacos, etc, na loja que você compra.

2. Se informe sobre o destino do lixo em sua cidade.
Entre em contato com a prefeitura da sua cidade ou procuse se informar como for. Verifique se o destino do lixo doméstico está correto e se o local está dentro das leis. Se não estiver, denuncie! Verifique também se sua cidade possui o programa de Coleta Seletiva e se o mesmo funciona.

3. Separe seu lixo. E cuide do seu destino.
Procure separar seu lixo. Mas lembre-se: de nada adianta separar e depois colocar na rua para o caminhão levar. Ele será jogado no mesmo lugar que qualquer outro lixo.

Minha sugestão é lavar todo o lixo reciclável que você gerar e separar em latas ou sacos diferentes. Então procure conhecer algum catador e converse com ele um dia da semana para ele retirar o lixo. Assim você vai ter a certeza que o catador vai reciclar esse lixo – mesmo que seja para beber.

Na minha opinião essa é a melhor solução pois você nunca vai saber se o programa de Coleta Seletiva realmente funciona (em minha cidade o caminhão do programa levava o lixo para o mesmo lixão que o caminhão convencional).

4. E último. Procure Reutilizar seu lixo.
Encontre reutilizações para seus lixos. Aqui nesse blog existem várias opções que você pode dar uma lida depois de como reutilizar alguns objetos como filtros de papel, garrafas pets, etc.

É só para não terminar o dia em branco. O porquê desse dia.

A data de 15 de Abril foi escolhida para o Dia da Conservação do Solo em homenagem ao nascimento do americano Hugh Hammond Bennett (15/04/1881- 07/07/1960), considerado o pai da conservação dos solos nos Estados Unidos, o primeiro responsável pelo Serviço de Conservação de Solos daquele país. Suas experiências estudando solos e agricultura, nacional e internacionalmente, fizeram dele um conservacionista dedicado. Também pela capacidade de comunicação de seus textos, muito conquistou para a causa mundial da conservação.
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quarta-feira, 18 de junho de 2008

O lixo pode virar energia!

Primeiramente, desculpe aos leitores que acompanham esse blog. Por motivos pessoais tive que me ausentar da internet por esses dias.

Sem muito tempo para escrever um texto, vou repassar um texto muito bom sobre o gás do lixo com algumas observações.

Gás de lixo pode produzir 15% da energia do Brasil


Técnica incentiva manejo correto de resíduo e ajuda a combater o efeito estufa! Apesar do seu potencial, estudo realizado para o Ministério das Minas e Energia privilegia energias eólica e solar como alternativas, não que isso seja ruim. Mas, por que não investir no lixo?

O lixo das 300 maiores cidades brasileiras poderia produzir 15% da energia elétrica total consumida no país. Estima o Plano Decenal de Produção de Energia 2008/ 2017, esse documento deveria ser lançado ainda neste mês e está em fase final de elaboração.

Apesar dessa previsão, o Ministério de Minas e Energia - que encomenda o relatório desde 2006, para balizar suas ações - não tem planos de realizar leilões com a energia do lixo nos próximos anos. Segundo o governo, as prioridades em fontes renováveis são eólica, solar e hidrelétrica.
A falta de perspectivas aumenta a defasagem do Brasil na tecnologia de eletricidade produzida por meio do lixo, na avaliação do professor Luciano Bastos, responsável pelo capítulo que avalia esse potencial no plano decenal a ser lançado.

Bastos, que é pesquisador do Ivig (Instituto Virtual Internacional de Mudanças Globais), diz que a única usina construída especialmente para aproveitar o potencial energético dos dejetos é a termelétrica da Universidade Federal do Rio de Janeiro, com capacidade de 200 kW por mês, suficiente para abastecer 2.300 casas - isso já seria um começo-. Além dessa usina, há os aterros sanitários Novagerar, em Nova Iguaçu (zona metropolitana do Rio), Bandeirantes e São João, em São Paulo, que utilizam o gás metano resultante da decomposição natural da matéria orgânica - e não deixam ele simplesmente "solto" no ar poluindo a atmosfera-.

Carbono à venda

A transformação de lixo em energia teria ainda duas conseqüências benéficas, na opinião de pesquisadores.
- A primeira é incentivar a armazenagem correta dos resíduos, que passam a ser matéria-prima. Dados do IBGE de 2000 indicam que 63,3% dos municípios brasileiros tratam o lixo de forma errada -em geral apenas determinam o terreno em que os detritos devem ser jogados.
- Outro benefício seria econômico: assim como outras fontes de energia renovável, o lixo pode gerar créditos de carbono e favorecer o Brasil nas negociações sobre mudanças climáticas. A geração de créditos se deve à queima do metano, produto natural da decomposição orgânica. Este gás é mais danoso ao aquecimento global do que o gás carbônico CO2 - mas é eliminado com a combustão -.


Um exemplo

O aterro Novagerar foi o primeiro do mundo a vender créditos pelo Mecanismo de Desenvolvimento Limpo (MDL), do Protocolo de Kyoto. "Nossa intenção é deixar de ser uma empresa de resíduos e passar a ser de energia", diz a diretora Adriana Felipeto. A empresa calcula que o investimento necessário para gerar seis megawatts (energia para 24 mil casas) será de US$ 6 milhões - dinheiro que parece muito, mas se o governo ajudasse, diminuísse os seus salários e, acabasse com os desvios, poderia ser feito-.



Para Felipeto, empresas com ações na Bolsa têm mais interesse em comprar a energia do lixo e, por isso, a demanda deve aumentar com o grau de investimento, pois mais companhias devem abrir capital.
"Há um reconhecimento claro da importância do aproveitamento da energia do lixo", diz Manoel Avelino, presidente da Arcadis Logos Engenharia -sócia nos aterros Bandeirantes e São João.

A energia gerada no Bandeirantes (20 MW ou 160 mil casas) é usada pelo Unibanco e a do São João (24.8 MW ou 198,4 mil casas) é vendida para grandes consumidores, como shopping centers. Bastos afirma que, diferentemente das usinas, os aterros não são projetados para gerar energia, apenas armazenar lixo, e por isso são menos eficientes.

Atraso tecnológico

Para Sabetai Calderoni, doutor em ciências pela USP e especialista em reciclagem, há três razões para o atraso brasileiro na produção:
1) as parcerias público-privadas, maiores facilitadoras dos processos de reciclagem no seu entender, são recentes;
2) o interesse na manutenção dos investimentos em aterros;
3) só recentemente os preços de disposição ficaram mais caros.

O assessor de comunicação da Empresa de Pesquisa Energética, instituição ligada ao Ministério da Ciência e Tecnologia responsável pelo decênio, Oldon Machado, diz que o plano decenal tem números sobre os investimentos necessários, mas não específica as fontes alternativas mencionadas.

2.300 casas podem ser abastecidas por mês com a eletricidade de uma termelétrica da Universidade Federal do Rio de Janeiro feita especialmente para aproveitar a energia do lixo.

Os números mostram que gerar energia com o lixo já é possível, mas é um processo caro. Talvez com a ajuda do governo isso seja possível, mas enquanto ela não vem, cada um deve fazer a sua parte e -pelo menos- cuidar bem do seu lixo.

O que quero dizer com isso? Simples, encontre alternativas para diminuir a sua geração de lixo. Eu por exemplo separo todos os materiais reciclaveis para no final da semana trocar por alimento por um programa da minha cidade. E o orgânico também separo, quando a lata está cheia enterro o lixo no meu canteiro e depois como verduras fresquinhas - e orgânicas-. Por último aquele lixo que acaba indo para o cesto, todos os dias amasso ele bem, fecho e assim uma sacola dura dias e o lixo já vai bem compactado, diminuindo o volume ;)

Faça você também a sua parte!

Créditos: André Lobado - Colaboração para a Folha.

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sexta-feira, 21 de setembro de 2007

Local de Coleta de Óleo Usado-Joinville

Um problema ambiental que poucas pessoas se lembram e que pode parecer até insignificante é o destino errado do óleo de cozinha usado. Pode parecer pouco a quantidade de óleo jogado fora por pessoa, mas multiplique esse valor pela população e ainda some a todos os restaurantes que usam um absurdo em óleo para fritura. O mais triste é saber que maior parte desse óleo vai direto para ralos de pias ou esgotos. Confira na figura mais um pouco sobre esse problema:


A solução:

Se sua cidade ainda não tem um posto de coleta cobre isso de sua prefeitura. Demorou mas Joinville agora tem o seu, e posso finalmente dar o destino certo ao óleo que já mantenho em uma garrafa pet a algum tempo!

É uma atitude simples! Divulgue e ajude. Você faz a diferença ;)
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