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terça-feira, 1 de maio de 2007

“Fregan”

Umas das minhas maiores dificuldades em difundir temas um tanto polêmicos era de não conseguir encontrar uma ponte entre eles. Até que por acaso recebi um e-mail* falando sobre o “freeganismo
Esse termo resume praticamente tudo o que eu venho lutando para divulgar.


Freegan é uma junção de duas palavras em inglês: "vegan" e "free". Vegan alguns já devem conhecer: são aquelas pessoas que não comem ou vestem nada que veio de um animal ou que foi usado um animal em testes, por exemplo. E free é como se fosse uma Anarquia, ou viver livre de um governo. Esta 'postura' é resumidamente a não participação na manutenção deste sistema (capitalismo), e a adoção de um conjunto de estratégias visando a construção da autonomia baseada no respeito ao planeta e a seus habitantes. Freeganismo, obviamente, é também uma maneira prática de ficarmos cada vez menos dependentes do sistema.

Refletindo um pouco percebi que todos os males que venho debatendo em blogs, fóruns, etc., essa atual situação de deterioração em que encontramos o planeta são devidos ao processo de 10.000 anos de civilização. O aquecimento global, o consumo exagerado de carne, o preconceito, a desigualdade, aumento da tarifa do ônibus, o lixo gerado, a domesticação de animais, etc.

Sobre a luta por esses ideais já se tornou claro que o anarquismo e o veganismo são fracos separados, pelo menos no Brasil. E já não é suficiente uma opção alimentar ou a cada dois anos nos dedicarmos a uma campanha pelo voto-nulo e divulgarmos folhetos sobre democracia-direta e/ou sobre as maravilhas da auto-gestão - é necessário não dar suporte a este sistema, encontrar maneiras de nos tornarmos cada vez menos dependentes dele e construir a nossa autonomia numa atmosfera de apoio-mútuo.

Apesar dos muitos pontos positivos o freeganismo ainda carrega algumas limitações do veganismo. O freeganismo vai além do veganismo, ele visa boicotar tudo aquilo que acarreta em custos ambientais, animais e humanos. O problema é que embora isto seja um importante passo contra toda esta rede de crueldade, esse passo não é o suficiente. Na natureza tudo e todos são alimentos, e querer que humanos se alimentem apenas de vegetais é uma forma de opressão e de delimitar a experiência humana. Obviamente sou contra a brutalidade contra os animais, mas existem muitas coisas ainda a discutir e simplesmente parar de comer carne não irá ajudar muito se quisermos fazer uma coisa direita. O problema não é comer carne, e sim o exagero. Uma conscientização alimentar é o melhor caminho na minha opinião.

Outro assunto tratado no e-mail que acabei concordando é a domesticação. E o freeganismo ainda não aborda esse problema. “Mesmo como anarquistas-vegans acreditamos que a maior crueldade contra a vida é a domesticação, cuja prática impede os animais de uma vida livre e íntegra sequestrando gerações ou espécies inteiras da natureza, submetendo-os a uma vida alienada e artificial”.

Outro problema gravíssimo que prejudica o meio ambiente e a vida é sociedade de massas (o crescimento desenfreado) e o industrialismo.

Mais um ponto muito bem tratado no e-mail: a não colaboração com a mídia. Alguns freegans americanos e de outros países têm constantemente participado de entrevistas e reportagens sobre o freeganismo ou sobre o dumpster diving (coleta de alimentos descartados como lixo). Como anarquistas isso é inaceitável, pois a mídia não é, nunca foi e nunca será a nossa amiga. A mídia é nossa inimiga. O Estado é a administração de toda a destruição do mundo, e a mídia é seu propagandista e hipnotizador. Portanto se queremos criar a autonomia e destruir a máquina, não colaborar com a mídia e sabotá-la é uma estratégia indispensavél.

*Esse texto teve como base o e-mail recebido de Sellen Kalab pelo grupo Ambiente Ecológico.

O texto original veio em nome de Eduardo e Sofia (Erva Daninha - Iniciativa anti-civlização).

Para saber mais sobre o grupo (no qual participo) acesse: http://groups.google.com/group/ambienteecologico?hl=pt-BR

Sites relacionados: ervadaninha.co.nr / freegan.info / wildroots.




1 Comentário:

Luiz disse...

Rui,

Pintou uma dúvida. Se vc for mesmo o gato preto de S. Carlos, então entendi bem. Se não, tanto faz. O importante é o que vc escreveu, ou melhor, a sua cabeça.

Nota dez!

Vou, com sua permissão, copiar o seu primeiro artigo e postar em alguns Grupos-Ambiente, inclusive no Ecológico e no Ambiente Est. do Segundo Grau. Falo?!...

Vou também divulgar o seu blog como sendo um dos blogs coligados aos Grupos - Ambiente. Tudo bem?

E como faço para inserir artigos no blog Ambiente Ecológico ?

Obs ; A Sellen mora aí em S. Carlos. E bem perto de seu trabalho.
Obs : Podemos inaugurar o grupo "Ambiente Amizade TRansparente". Ele está criado, porém sem início.

Desta vez, um abração ressonante!!

Luiz.

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