A Caixa Econômica Federal está usando em seus projetos residenciais para baixa renda aquecedores solares de garrafas PET. O modelo faz parte do conceito de sustentabilidade que o banco vem desenvolvendo no país.
Confecção
Para confecção do equipamento são utilizadas de 100 a 300 garrafas PET, dependendo do tamanho e capacidade do sistema. Embalagens longa vida também são usadas na montagem do equipamento. O novo sistema já funciona em Brasília, Santa Catarina, Minas Gerais e no Paraná. Segundo levantamento realizado pela Eletrobrás/Procel, o chuveiro elétrico corresponde a 24% do consumo de energia. A redução de consumo pode variar também conforme a eficiência do sistema e o custo da energia cobrado pela concessionária local.
Projeto em ação
No empreendimento de Florianópolis (SC), a economia chegou a 30%. De acordo com a superintendente nacional de Desenvolvimento Sustentável da Caixa, Márcia Kumer, um empreendimento de 500 unidades do PAR (Programa de Arrendamento Residencial), na Mangueira (RJ), terá o sistema convencional de energia solar para água do chuveiro. “Na média, a economia será de 30% na conta de luz. Este condomínio foi contemplado com o sistema. Estamos estudando ampliar o modelo nos outros empreendimentos do PAR, além do reaproveitamento da água da chuva”, adianta Márcia.
Aquecedor Solar de garrafas PETs. Crédito da imgem: TAKASHI HARA.
Fonte: Procel Info. 27/01/2009
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Jaiku . quinta-feira, 29 de janeiro de 2009
Aquecedor Solar de PET para baixa renda
Postado por Gato-do-mato às 08:13 8 comentários
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terça-feira, 27 de janeiro de 2009
Precisamos de um plano decenal para sair do abismo. Não para cair nele.
O Ministério de Minas e Energia resolveu, na última sexta-feira, prorrogar até 28.02.09 o prazo da consulta pública sobre o Plano Decenal de Energia 2008-2017. A prorrogação ocorreu após a solicitação que a ENERCONS e outros interessados efetivaram em artigos pela internet e por cartas. Essa atitude merece aplausos e mostra que as autoridades podem estar preocupadas ao planejar construir uma Itaipu inteira movida a combustíveis de fontes poluentes, caras e importadas.
É preciso agora que a sociedade brasileira apresente suas críticas e sugestões. Afinal, que raio de plano decenal será esse que incorpora como inevitáveis alguns erros de gestão na condução do setor energético, como por exemplo, na gestão da ANEEL, onde apenas doze analistas teriam sido alocados durante os últimos cinco anos para analisar 37.000 MW de projetos e inventários de hidroelétricas? Da forma como está, não temos um Plano, mas uma simples previsão, feita de forma mecânica, com base no que já vinha sendo feito, sobre onde vamos chegar se continuarmos no mesmo caminho, ou seja, no abismo da dependência de combustíveis fósseis. De onde o mundo inteiro quer sair.
Para mim, um plano deve ser sempre o melhor caminho a seguir. Se o caminho atual nos leva aonde não queríamos, temos que mudar o caminho e não simplesmente fazermos as contas sobre quanto tempo nos resta antes de cairmos no abismo. Quando qualquer mocinho ou bandido, no cinema, diz: "Tenho um plano", é obvio que ele tem um plano para se safar de uma situação apertada e não para ser capturado, morto, cair num precipício, numa fogueira, etc.
Um plano, que é elaborado a cada ano, como o PDEE, deveria trazer uma avaliação da gestão da política pública praticada no setor, fazendo uma análise do que ocorreu no que toca à eficácia, à aderência da versão anterior do plano anterior aos propósitos do governo, dentre os quais a expansão da hidroeletricidade é um dos princípios basilares, anunciado há décadas por vários governantes.
Num plano decenal, a EPE não pode simplesmente aceitar, como fato consumado, à expansão da energia das termoelétricas ocorrida nos últimos anos e dar de ombros, sem verificar a fundo o que está ocorrendo, como se essa expansão fosse um mero fruto do acaso e não de fatores bem conhecidos como a formula do cálculo do ICB, a não consideração da complementaridade da geração eólica e hidroelétrica. Afinal, a expansão da geração por combustíveis fósseis, por razões óbvias, pode até ser do interesse legítimo de alguns dos principais agentes do mercado. Mas certamente, não é do interesse público.

Vapor de Usina Térmica
*Artigo de Ivo Pugnaloni, complementando post anterior.
Para ler esse artigo na íntegra clique aqui.
Postado por Gato-do-mato às 10:05 2 comentários
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segunda-feira, 26 de janeiro de 2009
Uma Itaipu de poluição, energia cara e aquecimento global
O Plano Decenal de Energia, colocado em consulta publica um dia antes da véspera do Natal, determina que sejam construídas novas 81 usinas térmicas com capacidade total de 13.600 MW até 2017. Se forem mesmo construídas elas representarão quase uma usina de Itaipu inteira, alimentada com derivados de petróleo e outras fontes fósseis, triplicando as emissões de CO2 do setor elétrico brasileiro.
Tentando justificar essa “Itaipu de Poluição”, os responsáveis põem a culpa no setor ambiental e no ministério público, que entravariam novas hidroelétricas. As usinas serão construídas junto às cargas, ou seja dentro de muitas das principais cidades brasileiras.
Especialistas independentes tem outra opinião.Eles dizem que os parâmetros arbitrados nas fórmulas usadas nos editais de leilão de compra de energia favoreceriam às termoelétricas em detrimento das usinas hidroelétricas, eólicas e movidas a biomassa.
Apontam também a ineficiência da ANEEL em fiscalizar o retardo intencional e a não-construção de empreendimentos hidráulicos já autorizados que estariam sendo vendidos num autentico “mercado negro” de autorizações de geração. Culpam também o fato da ANEEL ter um pequeno número de técnicos ( apenas doze ) para analisar mais de 37.000 MW de novos inventários e projetos de geração hidroelétrica que foram entregues à agência nos últimos cinco anos. Os especialistas também se indagam se o presidente Lula não gostaria de conhecer uma versão diferente dessas idéias “oficiais” e muito estranhas de comprarmos 81 novas termoelétricas. E também se não seria útil ao presidente dispor de outras alternativas, para quando tiver que tentar convencer, por exemplo, ao presidente Barack Obama, que aqui no Brasil, ao contrario do que ocorre no mundo inteiro, as “eólicas não funcionam” e que nos próximos anos estaremos muito ocupados, construindo uma nova estatal, a IPP ou “Itaipu de Petróleo e Poluição”. E dizem que já pediram uma audiência ao Presidente Lula, para o caso dele estar interessado em conversar sobre o assunto.Quem terá a razão?

Leia o artigo de Ivo Pugnaloni na íntegra
Postado por Gato-do-mato às 11:13 2 comentários
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sábado, 24 de janeiro de 2009
Mudança climática duplicou a morte das florestas
A taxa de mortalidade de uma das mais estáveis e resistentes florestas do oeste da América do Norte duplicou durante as últimas décadas com o aquecimento global, segundo pesquisa publicada.
O aumento da mortalidade sugere paisagens, no futuro, mais finas, menos densas e muito mais suscetível a diebacks (uma condição em plantas em que suas partes periféricas são mortas - como por parasitas) generalizada.
Os novos dados obtidos a partir de uma equipe de 11 cientistas fornecem mais provas de que a mudança climática está tendo um impacto significativo e amplo, independente de outras atividades humanas, como a exploração madeireira e o desenvolvimento.
E enquanto o estudo concentrou-se no Oeste da América do Norte, os cientistas dizem que se a temperatura global subir é provável que afetam todas as florestas do mundo - desde o Norte ao Leste e para os trópicos - até certo ponto.
Na América do Norte, os cientistas dizem que a tendência é clara: as florestas do ostes estão a tornar-se mais suscetíveis a fogo, doenças e invasores, como o besouro que como casca. O tamanho médio das árvores está encolhendo e animais dependem das grandes árvores.
E com a temperatura e a mortalidade subindo, estas florestas irão armazenar menos carbono - quando poderiam potencialmente ser um tampa de sumidouros de carbono para as fontes de carbono -, acelerando ainda mais o aquecimento global.
"A mensagem importante aqui é o que sempre parecia, as taxas de mortalidade estão subindo", disse Nathan Stephenson, um cientista do E.U. Geological Survey's Western Ecological Research Center, na Califórnia, e um co-autor do estudo, publicado na journalScience.
"É muito provável que a taxa de mortalidade vai continuará a subir."
A pesquisa acompanhou a mortalidade de árvores e a taxas de crescimento desde 1955 até o presente em 76 parcelas de velho-crescimento das florestas em todo o Ocidente.
A morte de árvores aumentou em cada parcela e em cada região, a cada elevação, em árvores de todos os tamanhos e em cada tipo, os cientistas disseram. E a mudança está ocorrendo rápido, com estimativa de duplicação em períodos variando de 17 anos, no Pacífico Noroeste a 29 anos nas Montanhas Rochosas. A taxa de natalidade de novas árvores permaneceu inalterada.
A temperatura, por si só, conduziu este declínio, os pesquisadores apontaram. Desde a década de 1970 a 2006 as temperaturas aumentaram de 0,3ºC a 0,4ºC, por década, em toda a região, secando o acúmulo de neve, desencadeando um precoce e prolongando derretimento no verão.
(...)
As conclusões, os pesquisadores disseram, têm amplas implicações para os administradores de terras e os decisores políticos. Para começar, Franklin disse, salientando a necessidade de preservar o restantes do velho crescimento das florestas em todo o Ocidente.
Leia o artigo na íntegra aqui. (Em inglês)
Fonte: www.dailyclimate.org/
Traduzido por: Gato-do-mato.
Postado por Gato-do-mato às 00:05 2 comentários
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quinta-feira, 22 de janeiro de 2009
O troco da natureza, 3 torres no chão
Texto de JOSE PEDRO NAISSER.(editado)
ECOLOGISTA.
Para quem dúvida que a Natureza agora começa sua vingança contra o Ser Humano por tudo o que tem recebido com a degradação e devastação de suas florestas e com isso a perda da cobertura vegetal e sua biodiversidade, podem ver pela lei da "Causa e Efeito" a verdade.
As ações da Corrente de Ventos que chegaram a 200km por hora na Região Sudoeste do Paraná, uma das mais afetadas pelo desmatamento e sua cobertura vegetal que hoje não chega a 3% é um exemplo disso.
A única forma de segurar as rajadas dos ventos que se formam nesses locais até a Usina de Itaipu seria o plantio de árvores, porém todo o longo trajeto é utilizado para o plantio de soja onde as torres da Furnas Centrais Elétricas ficam no meio da vegetação sem nenhuma proteção. Podemos ver nas imagens dos jornais e televisões no dia 10/01/09 quando 3 enormes torres de 40 metros de altura foram tombadas com a força dos ventos, exigindo na reposição o trabalho de 150 homens e um prejuizo de R$ 1 milhão de reais.
Como nossos governantes nao estão preocupados com o Aquecimento Global nem com as Mudanças Climáticas (pelo menos é o que parece com o Plano Decenal), a Natureza agora comeca sua vingança.
Muitas outras torres tombarão , até que se faça o replantio de árvores nos locais onde funcionam as correntes dos ventos.
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É importante divulgar textos como esse.
Parece que somos insignificantes perante o governo e as grandes empresas, mas não fechem seus olhos para o que está acontecendo. É importante estar informado para poder optar quando chegar a hora.
Postado por Gato-do-mato às 22:49 3 comentários
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